ECOFISIOLOGIA DE PROGÊNIE DE CUPUAÇUZEIRO SUBMETIDA A DÉFICIT HÍDRICO E REIDRATAÇÃO - DOI: 10.7127/rbai.v12n200766

Raimundo Lázaro Moraes da Cunha, Jessivaldo Rodrigues Galvão, Rafael Moisés Alves, Valdo Alcântara Gomes, Francisco Carlos de Oliveira, Izabely Vitoria Lucas Ferreira

Resumo


O objetivo deste trabalho foi avaliar o crescimento, alocação de biomassa e a capacidade de plantas jovens de cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum) em recuperar seu status hídrico e trocas gasosas após período de déficit hídrico. Plantas com 180 dias, irrigadas (controle) e não irrigadas, foram avaliadas aos 18 dias da suspensão da irrigação e após um, três e seis dias da retomada da irrigação (reidratação). O déficit hídrico reduziu a produção de biomassa seca, tendo as folhas apresentado redução mais expressiva (28%). Houve também redução na área foliar, altura de planta e diâmetro de caule. Somente o comprimento de raizes não foi afetado pelo deficit hidrico do solo. No dia 18, o potencial hídrico foliar de antemanhã (Ψam) das plantas estressadas foi reduzido a ‑3,07 MPa. Com a restrição hídrica, foram observadas reduções significativas no conteúdo relativo de água na antemanhã (redução de 25%), na condutância estomática (78%) e na transpiração (90%). Durante a reidratação, o status hídrico das plantas estressadas foi restabelecido após três dias. As trocas gasosas também se restabeleceram, mas de forma mais lenta que o status hídrico. Sob deficit hídrico, as concentrações de carboidratos solúveis totais, aminoácidos solúveis totais e prolina      aumentaram. Plantas jovens de cupuaçuzeiro são tolerantes ao deficit hídrico moderado.


Palavras-chave


Theobroma grandiflorum, ajustamento osmótico, prolina, solutos compatíveis, status hídrico, trocas gasosas.

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Revista Brasileira de Agricultura Irrigada - RBAI

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